sexta-feira, 22 de abril de 2016

CHORA TIRADENTES!

E para aproveitar o texto anterior sobre o Tiradentes, vale lembrar que amanhã (23 de abril de 2016) vai acontecer na Praça Tiradentes a homenagem ao mestre Pixinguinha e ao dia Nacional do Choro, que fechará a semana  do 7º Festival Nacional do Choro. O evento tem entrada gratuita, começa ao meio-dia e vai até as 23h com vários shows programados. 

Mas para você que ainda não conhece a Praça Tiradentes, aí vai um pouco de História. 

A Praça Tiradentes é um logadouro localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, RJ. Foi originada no século XVII e inicialmente se chamava Largo do Rocio Grande, depois foi batizada de Campo dos Ciganos, porque ali eles colocavam suas tendas.  

No Século XVIII, devido a construção da Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa, o local passou a ser chamado de Campo da Lampadosa.

Em 1808, o logradouro mudou de nome mais uma vez e passou a ser chamado de Campo do Polé, porque havia um pelourinho no local.

E para quem não sabe, Pelourinho é uma coluna de pedra, colocada num lugar público de uma cidade ou vila onde eram punidos escravos e criminosos. Mas, vamos voltar a Praça. 

Em 1821, quando D. Pedro I jurou, nas imediações do local, fidelidade a Constituição Portuguesa, mais uma vez a praça recebeu novo nome e  ficou conhecida como Praça da Constituição. Por este motivo, no local existe uma estátua equestre de D. Pedro I, inaugurada em 1862. 




Mas foi em 1890 que o logradouro recebeu finalmente o nome de Praça Tiradentes, devido a comemoração do centenário da morte do inconfidente. Isto porque o mártir foi executado próximo à praça. 

Além da estátua equestre de D. Pedro I, a praça possui no seu entorno o atual Teatro Carlos Gomes que no passado era o Theatre Franc-brésiliene inaugurado em 1872. Além deste existem ali o Teatro João Caetano, o real Gabinete Português de Leitura e  a Gafieira Estudantina.

A Praça também foi lugar da boêmia carioca, que começou com os bailes do Visconde do Ouro Seco em seu Solar. Hoje este prédio abriga o recém inaugurado Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB).

  


Com tanta História interessante não há melhor lugar para fechar com chave de ouro a  7º edição do Festival Nacional do Choro. É simplesmente imperdível!

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